O uso de Terapias Integrativas e Complementares como apoio ao tratamento de câncer

         A justificativa de se recorrer a uma terapia de apoio ao tratamento médico (cirurgia, quimioterapia e radioterapia) parte de uma questão bem simples: por que algumas pessoas desenvolvem o câncer e outras não? E, por que algumas pessoas superam esta doença e outras não?
         Certamente que a predisposição genética é um elemento importante neste diálogo, mas não responde de todo a questão. Um dos aspectos a ser pontuado quando falamos desta intoxicação, sim, porque para o Ayurveda a pessoa não está doente ela está intoxicada física, mental e espiritualmente, é a debilidade do sistema imunológico do paciente com câncer.
As células cancerosas esquivam-se dos mecanismos de regulação dos tecidos por possuírem genes anormais, e multiplicam-se “desenfreadamente”. O resultado inicial desta multiplicação celular irregular é o desenvolvimento de um processo inflamatório, condição necessária para o desenvolvimento do câncer. Outra condição para a multiplicação e fortalecimento das células cancerígenas nesta batalha orgânica é a presença de vasos sanguíneos no local, os quais são responsáveis pela nutrição destas células. Um organismo com o sistema imunológico equilibrado consegue responder adequadamente a todos os agentes patológicos externos, bem como aos desequilíbrios gerados pelo próprio organismo, como no caso do câncer.
                  Alguns elementos de nossa rotina diária, e de nossa cultura, contribuem decisivamente para que um complexo conjunto de desequilíbrios (alimentares, conduta física e mental, espiritualidade) surja e um tumor cancerígeno se manifeste, por exemplo. Uma rotina diária de stress e sobrecarga de responsabilidades, bem como uma alimentação baseada em alimentos industrializados, o uso abusivo do açúcar e uma dieta com muita gordura, certamente contribui para os índices de desenvolvimento do câncer pelo mundo.
As exigências de nosso dia-a-dia deixam-nos esgotados, ao final do dia (ou da semana); dificilmente dedicamos um tempo para nosso corpo e nossa mente; raramente pensamos em avaliar nosso grau de satisfação e felicidade com nossas escolhas; entramos numa espécie de “piloto automático” e aí vamos levando nossas vidas. Nosso corpo dá sinais de insatisfação; a dor é o primeiro e mais fácil de percebermos; contudo, nossa conduta, ao sentirmos dor, é recorremos a analgésicos e/ou antinflamatórios e não buscarmos perceber o que nosso corpo está tentando sinalizar com este primeiro sintoma.



          Por que integrar outras terapias ao tratamento de câncer?
        
Considerando que as causas para o desenvolvimento de um tumor cancerígeno maligno são várias (conforme vimos acima) e como diz o M.D. Davis Servain-Schreiber: “o câncer é uma doença multidimensional que raramente cede a uma intervenção única” (2008, pg. 66). Se assim o é, parece justo um conjunto de ações para que o mesmo recue.
         O objetivo da terapia complementar é reduzir as condições desfavoráveis (físicas, mentais e espirituais) que promovem o desenvolvimento das células cancerígenas, bem como o restabelecimento do sistema imunológico do paciente para que este possa contra-atacar o desenvolvimento destas células. Assim, sugere-se que as terapias complementares abordem: o corpo, a mente e o espírito.
         No que tange ao corpo, a questão de uma orientação nutricional (AHAR) é fundamental, pois o paciente toma consciência dos alimentos que fortalecem o desenvolvimento das células cancerígenas, como o caso do açúcar (praticamente todos os tipos) e da farinha branca ; como daqueles alimentos e temperos que são fornecedores naturais da angiostatina (capaz de impedir o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, necessários para o crescimento e manutenção do tumor), como por exemplo, a cúrcuma (ou açafrão amarelo) associado à pimenta do reino. O uso destes temperos faz parte do dia-a-dia de culturas orientais (como a indiana) e do cardápio do Ayurveda (culinária basicamente antiinflamatória); onde substitui-se o sal por temperos variados. Outro exemplo é o consumo diário de Chá Verde, rico em determinadas substâncias capazes de inibir o desenvolvimento das células cancerosas, auxiliando na redução de novos vasos sanguíneos e contribuindo na eficácia da radioterapia.
         Outros estudos têm demonstrado que a prática de exercício físico na recuperação de pacientes com câncer, também tem sido de grande auxilio no fortalecimento imunológico, através do fortalecimento psicofísico. Atividades fisioterapêuticas, alongamentos, Yoga, Tai Chi, e sobretudo as práticas esportivas de auto-defesa, como: Karatê, Kung Fu, etc; pois você está estas práticas agem psicossomaticamente e fisicamente contra o agressor, as células cancerígenas.
         Para a mente, é de extrema relevância o paciente e sua família procurarem um psicoterapeuta. É importante para o paciente ter maturidade emocional para enfrentar o tratamento; assim como é importante que a família do paciente, também tenha capacidade emocional de enfrentar a situação, bem como um espaço para que possam entender o que se passa com suas emoções e sentimentos. A compreensão e o carinho da família é determinante para a auto-estima do paciente, o que levará ao fortalecimento do sistema imunológico . Contudo, técnicas relaxantes para a mente, como a Meditação e o Reiki por exemplo, aliviam o stress mental, o qual resulta em stress fisiológico sobre o corpo, debilitando-o ainda mais o seu sistema imunológico. Vários estudos de caráter científico têm comprovado, vez após vez, a eficácia e o auxilio da prática da Meditação e do Reiki como técnica complementar ao tratamento do câncer, entre outras doenças.



         Falar sobre a morte...
        
Como nos diz um velho clichê: “a única certeza da vida é a morte”; contudo, a cultura ocidental tem a morte como tabu, ninguém fala nela e todos nós fugimos desesperadamente desta conversa, até mesmo como “mau agouro”. Em muitas outras culturas, principalmente as orientais, a morte é trabalhada pela população no contexto da sabedoria,da impermanência. Tudo é visto como impermanente, os ciclos da natureza nos mostram isto, nossos relacionamentos mudam, amigos se tornam inimigos, amores se transformam em dor. Então, se nascemos, um dia morreremos.
         O que não percebemos é que ao falarmos da morte estamos falando da vida. De como desejamos vive-la, o que realmente é importante pra mim e o que realmente me faz feliz. Passamos a aproveitar cada dia em tudo o que ele tem a oferecer. Cada novo dia é um presente, por isto se chama “presente” e não se chama passado nem futuro; mas sim presente. A cada dia podemos escolher o que queremos para nosso futuro.
         Do ponto de vista do Ayurveda, nosso corpo é visto como a cristalização de inclinações profundamente arraigadas; nossos hábitos. Como diz o Dr. David Frawley em Uma visão ayurvédica da mente: “Qualquer colapso na função corporal tem suas raízes no processo de percepção e é conseqüência do mau uso dos sentidos” (2000, pag. 18). E só conseguiremos alterar hábitos nocivos à nossa saúde se os percebemos, e para percebê-los temos que ter nossa mente no aqui e no agora, no presente.
         Treinar nossa mente para a prática de ações positivas e abter-se de práticas negativas é o caminho de encontro à nossa essência última, à nossa verdadeira natureza. E assim entramos em paz conosco mesmos.

         Sugestões de filmografia:
- Amor além da Vida. Direção de Vicent Ward. EUA. Universal Pictures, 1998. DVD.
- As Sete Leis Espirituais do Sucesso.Direção de Ron Frank. EUA. Chopra media e Frank Productions, 2006. DVD
         Sugestões Bibliográficas:
- SERVAN-SCHREIBER, David. Anticâncer. Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais. Rio de Janeiro: Objetiva: 2008.
- HAY, Louise L. Você pode curar sua vida. Como despertar idéias positivas, superar doenças e viver plenamente. São Paulo: Editora Nova Cultura, s/d.
         Sugestão na web:

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